Seguidores morreram em 2026. O que manda agora é do que você fala.

Em março, o LinkedIn aposentou cinco sistemas de ranqueamento diferentes e passou a rodar tudo em um único modelo de "grafo de interesse" baseado em LLM. Na prática: a plataforma agora lê semanticamente sobre o que é o seu post e entrega para quem tem interesse no assunto — não para quem está na sua rede. Em junho, o Instagram lançou o "Your Algorithm", deixando o usuário escolher manualmente os temas que quer ver no feed. Quem posta sempre sobre o mesmo assunto entra nesses feeds; quem posta de tudo um pouco não entra em lugar nenhum. Duas plataformas, dois updates, uma mesma mensagem: o algoritmo parou de perguntar "quem você conhece" e passou a perguntar "do que você fala, sempre". Isso muda a régua de quem constrói marca pessoal em marketing. Não é sobre ter 10 mil seguidores — é sobre ter um tema, não cinco, que a plataforma já saiba identificar como seu. O erro que vejo social media manager e estudante de marketing cometendo toda semana: postar sobre tudo que "está em alta" pra tentar alcance. Isso confunde o algoritmo e confunde quem está te avaliando — inclusive recrutador. A partir de hoje: um pilar fixo por mês, não dez temas soltos; cada post reforça o mesmo posicionamento com um ângulo novo; título com opinião, nunca lista genérica de "5 dicas de marketing". Se você trabalha com marketing e ainda tá tentando aparecer pra todo mundo, 2026 é o ano de parar — a plataforma recompensa quem repete um tema com consistência, não quem tenta abraçar todos.

Escrito por @johadigitall.

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